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2013 – Críticas ao espetáculo ADORÁVEL VAGABUNDO

6º ESPETÁCULO  INFANTO JUVENIL  -  ADORÁVEL VAGABUNDO

CLUBE  Paulistano  – DIA 24/11/2013

Que linda homenagem ao Chaplin!

Que linda homenagem à todos os que fazem da arte de representar um simples e singelo ato de amor. Porque é isso o espetáculo de Roberto Gots.  Uma declaração de amor ao teatro, trazendo para a ribalta aquele que antes só fora viso no cinema.

Com uma linguagem direta e objetiva  construída de retalhos dos filmes do gênio  maior do cinema mundial, reproduzindo suas mais famosas peripécias,  Gots construiu um espetáculo adorável. Chaplin, sem dúvida, foi o maior ícone do cinema mudo mundial e da comédia pastelão.

Os atores entenderam perfeitamente o objetivo do diretor/autor/iluminador/ cenógrafo/sonoplasta (quase o próprio Chaplin) e responderam à altura. Tipos bem compostos, cada um aproveitando ao máximo as oportunidades que lhe são oferecidas, se valendo da mímica para passar todos os sinais necessários para o entendimento de um personagem mudo.

Afinal, Chaplin não ficou famoso pelas palavras que disse, mas sim pelos gestos que fez rir, chorar e divertir milhões de plateias.

Luiz  Fernando Albuquerque reproduz muito bem aquele velho policial perseguidor de Carlitos.  Os demais, Anette Levin, Helena Vasconcelos, Pedro Dix , Silva Nunes, Josiane Brandão e Nair de Mello cumprem muito bem os seu papéis.

Impossível não reservar um parágrafo para falar de Thais Friedmann. Se ela já havia impressionado bastante no papel da Lola em “As Filhas de Consuelo”, aqui então ela dá o recado com letras maiúsculas. Excelente trabalho. Já vi inúmeras imitações de Chapin pela vida a fora, inclusive a do ator Robert Downey Jr. que fez sua biografia no cinema, mas nunca tinha visto o nosso adorável vagabundo feito por uma mulher. Thais dá conta do recado com louvor. Ela não só faz uma imitação à perfeição, como também consegue emocionar. Ela compõe o personagem de dentro pra fora, o que é raro em imitações que acabam ficando no estereótipo. O Carlitos de Thais pulsa, vibra, sofre. Não é uma imitação, é uma criação!

Apenas a trilha sonora, como já dissemos no bate papo  fica um pouco aquém do espetáculo, mas Gots explicou a razão. É uma pena.

A iluminação  é primorosa,  Aquele efeito do personagem brincando com a lua, numa  reprodução da cena em que ele brinca com o globo em “O Ditador” é um achado, muito embora  a intenção da cena seja completamente diferente. No filme, Chaplin é Hitler brincando com o mundo e é ai que reside a força da cena. Aqui ele é simplesmente um romântico brincando com a lua. Mas cabe direitinho.

O final também nos remete a outro filme, (creio que seja “Tempos Modernos”) em que ele vai embora com Paulette  Goddard, e é igualmente maravilhoso.

Sei que as crianças não captam essas referencias, mas seus pais, com certeza sim. Para a gurizada ficam as deliciosas cenas de perseguição e outras brincadeiras.

 

Parabéns

 

Analy Alvarez

26/11/2013

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